A VITÓRIA DO REI JOSAFÁ- 2º Cr 20.1-30

Josafá era um rei que conhecia e amava a Deus. A Bíblia nos fala que ele era reto perante o Senhor. Certo dia veio até o rei alguns de seus servos e o avisaram que os filhos de Amon e os filhos de Moabe, alguns dos meunitas, vinham pelejar contra Judá. Disseram ao rei: grande multidão vem contra ti (v.1).

Moabe e Amom, são filhos do pecado de encesto que Ló tivera com suas filhas.

Meunitas da cidade de Maom, as margens do mar morto.
Essas três nações representam os três inimigos do homem, Satanás, o mundo e ele mesmo, ou seja, sua carne.

I. NÃO DEVEMOS SUBSTIMAR O INIMIGO

V. 2 Então, vieram alguns que avisaram a Josafá, dizendo: Grande multidão vem contra ti dalém do mar e da Síria; eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi. V. 12 Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”.

No verso 2 o rei Josafá toma ciência de que o exército dos inimigos são muito grandes (o reconhecimento do poder do inimigo), e no verso 12, ele admite não possuir forças, a nível militar, suficiente para vencê-los (o reconhecimento de nossa insuficiência à parte de Cristo).

Humanamente, não havia saída. Eles eram mais em número e em força. No que depende do homem, o povo de Deus estava derrotado.

Hoje não estamos em uma guerra de corpo a corpo e com material bélico, mas sim uma guerra espiritual contra o exército da maldade (Ef 6.12), que são legiões nas regiões celestiais. Temos um inimigo que ultrapassa em número e força. Estamos em guerra contra um poderosíssimo exército que não arreda o pé do propósito de nos dominar e nos fazer cativos de seu reino. Os membros deste exército satânico estão espalhados por todos os lugares. Sim, eles são muitos. Estão em todos os lugares, na tentativa de obstruir a obra e a benção de Deus sobre as pessoas, famílias, igrejas e comunidades.

Meu propósito não é amedrontar o leitor, mas mostrar que realmente estamos em uma batalha espiritual que podemos sair vitorioso nesta batalha se atentarmos para a Santa Palavra do Senhor.

II. JOSAFÁ TEMEU

O rei Josafá ao saber que grande multidão já estavam reunidos em Hazazom-Tamar para destruir Judá, temeu ou teve medo (v. 3).

O medo é um sentimento normal do ser humano diante do inimigo tão poderoso. Mas o rei na fez questão de oculta-lo a ninguém, evidenciando toda sua transparência de caráter. Ele não tentou esconder seu estado de espírito apenas porque era rei.

Josafá sabia que tinha força para vencê-los. Sabia que os inimigos eram muito maiores do que ele. Sabia que, não tinha exército suficiente para lutar. Sabia que, humanamente, estava derrotado.

O rei Josafá temeu pela sua fragilidade ante o inimigo, porém ele não ficou apavorado. Uma pessoa apavorada perde o controle, e deixa de confiar em Deus e acaba perdendo a guerra. Porém, o rei Josafá não ficou de braços cruzados esperando o inimigo derrotá-lo, mas tomou algumas atitudes que veremos.

III. QUAIS AS ATITUDES QUE JOSAFÁ TOMOU PERANTE AOS INIMIGOS

1. passou a buscar ao Senhor. “Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR”.

A primeira atitude, foi de quem sabia de suas limitações, sabia que não poderia tomar nenhuma atitude por si mesmo, então ele se humilhou e “se pôs a buscar o Senhor”.

[Buscar no hb. VRD darash], que significa recorrer a, procurar, procurar com cuidado, inquirir, requerer, consultar, buscar a divindade por meio de oração e adoração, buscar com aplicação.

Ele não fugiu, ele não tentou se defender e nem mesmo se omitiu. Ele foi humilde perante o Senhor, derramou o seu coração e a sua angustia diante de Deus. É o primeiro passo para sermos abençoados.
2. Oração e jejum. “...e apregoou jejum em todo o Judá” (v. 3).

Josafá convocou o povo (homens, mulheres e crianças) para consagrarem suas vidas através da oração e jejum na casa do Senhor. Assim estavam diante de Jeová pedindo socorro. Certamente ele conhecia o Salmo 121.1-2 que diz: “Elevo os meus olhos para os montes: de onde me vira o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”.

A oração de Josafá feita em pleno templo é um ótimo modelo para o cristão:

1) Pela adoração e louvor, que reconhecem o poder da providência de Deus (v. 6).

2) Pela fé e a confiança nas promessas de Deus e no Seu poder em cumprir a aliança que fizera com Seu povo: Teu povo, Teu amigo, Tua possessão (vv. 5-11). Continuando-se a análise da oração de Josafá.

3) Menciona o templo, símbolo da verdadeira adoração do povo (vv. 8 e 9).

4). Revela a causa injusta de seus adversários (vv. 10, 11).

5) Mostra fé e dependência absoluta a Deus, de quem espera o socorro (v. 12).

A oração é o combustível na vida do cristão e esse combustível nunca pode faltar, é por isso que o apóstolo Paulo diz: “Orai sem cessar” (1ª Ts 5.17). “Com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).

3. Josafá buscou ao Senhor na congregação. “Judá se congregou para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao Senhor. Pôs-se Josafá em pé, na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do Senhor, diante do pátio novo” (v.4-5). E disse: ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir.

4. Josafá meditou a Palavra. “Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo de Israel e não a deste para sempre à posteridade de Abraão, teu amigo?” (v. 7).

“Habitaram nela e nela edificaram um santuário ao teu nome, dizendo: Se algum mal nos sobre vier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois o teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angustia, e tu nos ouvirás e livrarás” (vvs. 8-9).

Josafá leu as Escrituras sobre o concerto que Deus havia feito com Salomão dizendo: “De noite, apareceu o Senhor a Salomão e lhe disse: Ouvi tua oração e escolhi para mim este lugar para casa do sacrifício. Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra ou se enviar a peste entre o meu povo; Se o meu povo que, se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que fizer neste lugar. Porque escolhi e santifiquei esta casa, para que nela esteja o meu nome perpetuamente; nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias” (2º Cr 7.16).

Com certeza Josafá conhecia e estudava as santas Escrituras, pois ele leu com todo o povo no templo sobre o concerto que Deus havia feito com Salomão.

O cristão deve sentir alegria em vir à casa do Senhor porque ali o Senhor ordena a benção e a vida pra sempre; Certamente Davi sabia disso quando disse: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor” (Sl 122.1).

Quando passamos por problema e lutas espirituais que são os vendavais da vida devemos vir à casa do Senhor com jejum, oração e suplica, porque ali o Senhor fez uma promessa para seu povo dizendo: “Se o meu povo que, se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2º Cr 7.14).

É por isso que o escritor aos Hebreus escreve dizendo: “Não deixemos de congregar-nos, como é de costume...” (Hebreus 10.25).

Congregamos na casa do Senhor com a finalidade de adorarmos o Senhor Jeová na beleza de Sua santidade, para meditarmos e aprender as Santas Escrituras, para desfrutarmos da comunhão uns com os outros e para sermos abençoados pelo Senhor da Igreja que é Jesus cristo.

5. A oração de Josafá. “Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti” (v. 12).

Essa oração feita por Josafá em pleno templo, é um ótimo modelo para nós.

Quando se apresentamos ao Senhor com oração que é o combustível do cristão, temos a certeza que Deus peleja por nós e faz maravilha em nosso meio.

IV. A UNIDADE DA IGREJA
“Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos (v. 13).

Nesta reunião de oração, tão importante, ninguém faltou; as famílias, em peso, estavam presentes, como sempre deveria acontecer, em caso como este.

A Bíblia relata também o exemplo da igreja primitiva: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa....” (At 2.46).

V. A PROMESSA AO REI JOSAFÁ

Quando buscamos ao Senhor em oração e estudo da Palavra na Congregação, o Espírito Santo se manifesta.

Deus responde. O Senhor usando o profeta Jaaziel disse ao rei Josafá: “Daí ouvidos, todo o Judá e vós, moradores de Jerusalém, e tu ó rei Josafá, ao que diz o Senhor. Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Neste encontro não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor é convosco. Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e toda a Judá e os moradores de Jerusalém se prostraram perante o Senhor e o adoraram” (vvs. 14-18).
Josafá então se prostrou com o rosto em terra e todo o povo se prostrou perante o Senhor e o adoraram.

VI. JOSAFÁ TEVE FÉ NAS PROMESSAS DO SENHOR

“Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (v. 20).

Sem fé é impossível agradar o Senhor. Sem fé não existe vitória. Sem fé o Senhor n]ao pode agir.

VII. LOUVOR EM MEIO À BATALHA

Josafá: ordenou aos levitas para louvarem ao Senhor em alta voz, sobremaneira, ordenou: “Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o SENHOR, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo: Rendei graças ao SENHOR, porque a sua misericórdia dura para sempre” (v. 21).

Assim deve ser o nosso proceder dia a dia. Diante de todos os problemas e aflições, a adoração e o louvor são nossas armas de batalha e devem estar em nossa frente, ou seja, em nossos lábios.
Deus deu a vitória ao reino de Judá.

“Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados. Porque os filhos de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores do monte Seir, para destruí-los e exterminá-los; e, tendo eles dado cabo dos moradores de Seir, ajudaram uns aos outros a destruir-se. Tendo Judá chegado ao alto que olha para o deserto, procurou ver a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, sem nenhum sobrevivente” (v. 22-24).

Quando o povo começou a cantar louvores, enalteceram as promessas de Deus, a resposta divina tornou-se uma realidade: as emboscadas eram as contendas que surgiram entre os atacantes amonitas, moabitas e edomitas.

No verso 24 diz que: Tendo Judá chegado ao alto que olha para o deserto, procurou ver a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, sem nenhum sobrevivente.

Josafá e o povo de Judá não lutaram, não pelejaram, não tiveram uma baixa sequer e o exército nem se moveu, eles apenas adoraram e cantaram louvores ao Senhor, enquanto o inimigo estava sendo destruído. Então, o exército de Amom e Moabe fora confundido pelo Senhor que lançou confusão entre eles e eles mesmos se destruíram.

VIII. AS BENÇÃOS QUE O SENHOR TRAZ PARA SEU POVO

“Vieram Josafá e o seu povo para saquear os despojos e acharam entre os cadáveres riquezas em abundância e objetos preciosos; tomaram para si mais do que podiam levar e três dias saquearam o despojo, porque era muito” (v. 25).

Riquíssimas bênçãos são concedidas aos que vivem pela fé em Deus e em obediência à Sua soberana vontade (Hb 11.6; Ef 1.3).

IX. O JÚBILO DO POVO

“Então, voltaram todos os homens de Judá e de Jerusalém, e Josafá, à frente deles, e tornaram para Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara com a vitória sobre seus inimigos.Vieram para Jerusalém com alaúdes, harpas e trombetas, para a casa do Senhor para agradecer as maravilhas que Deus havia feito no meio do Seu povo” (vvs. 27-28).

Depois de recolher os despojos, houve um grande culto de louvor e de ações de graças; os que enfrentaram as dificuldades, dependendo inteiramente de Deus, voltaram com o galardão de vencedor.

É por isso que Paulo diz em 1 Ts 5:18 “Em tudo daí graça porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. E Ef 5:20 Paulo ainda diz: “Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.

X. O VALE DA VITÓRIA

“Ao quarto dia, se juntaram no vale de Benção, onde louvaram o senhor; por isso, chamaram aquele lugar vale de benção até o dia de hoje” (v. 26).

Façamos de nossos vales da vida, “vales de Benção”, lugares de adoração ao Senhor enquanto ele triunfa sobre nossos inimigos.

XI. O NOSSO DEUS É TREMENDO

“Veio da parte de Deus o terror sobre todos os reinos daquelas terras, quando ouviram que o SENHOR havia pelejado contra os inimigos de Israel” (v. 29).

Essa paz nacional devia-se ao fato de todos se contentarem em servir ao Senhor, Deus da vitória.

A paz internacional devia-se ao temor que as demais nações sentiam perante o Senhor dos Exércitos.

Aprendemos com o rei Josafá que usou as armas espirituais.

Primeiro Josafá buscou ao Senhor, em seguida jejuou orou e por fim adorou e louvou ao Senhor seu Deus. Conseqüência desta atitude foi a vitória frente aos seus inimigos.

A promessa do Senhor, dada através do profeta Jaaziel, serve de conforto para crentes de todas as épocas que enfrentam situações de desesperança: Não temais, nem vos assusteis, pois a peleja não é vossa, senão de Deus.

Hoje a batalha, para nós cristãos continua. Nossos inimigos estão sempre se reunindo para a peleja e roubar nosso depósito em Cristo.
Quando temos pela frente dias difíceis, batalhas em nossas vidas: enfermidades, problemas, ansiedade, preocupações, tribulações, não somos muito diferentes de Josafá.

O medo enche nosso coração. Essa é a nossa humanidade. Quando vemos a multidão de problemas que vem em nossa direção, temos medo.

Mas devemos seguir o exemplo deste Rei. O Espírito Santo deixou esta história registrada na Bíblia, para que sigamos o seu exemplo. Nesta passagem da Bíblia o Espírito Santo nos ensina como devemos proceder no dia da dificuldade.

Pr. Elias Ribas

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